1 Minuto: Cheiro a rolha
“Cheira a rolha!”.
É bem possível que já lhe tenha acontecido.
Abrimos a garrafa, vertemos o vinho para o copo e, quando o cheiramos, algo nos parece estar menos bem. É um cheiro a mofo, nalguns casos, a cartão molhado, noutros… Pois é, o vinho está com rolha.
Resumidamente, significa isso que microorganismos contaminaram o vedante de cortiça e um conjunto de moléculas aproveitou-se de condições favoráveis para nos estragar o vinho.
Aos tricloroanisóis chamamos, de forma abreviada, TCA. São esses malditos os responsáveis pelo desenvolvimento do cheiro a rolha e essa contaminação tanto pode acontecer na natureza como na sequência de condições incorrectas de preservação e armazenagem de vinhos.
Felizmente, o setor da cortiça tem promovido, nos últimos anos, um conjunto importante de investigações e equipamentos sofisticados que permitem, por um lado, identificar parte do problema e tratá-lo. Mas nada é ainda 100% garantido.
E como tudo tem o seu preço, uma rolha de cortiça à partida alvo de um maior rigor é mais cara, embora muitos produtores estejam dispostos a pagar esse extra para reduzir a probabilidade de contaminação.
Fique a saber: a culpa é dos tri-clo-ro-ani-sóis… que raio de nome! Pior, só o cheiro.
Já aprendi alguma coisa. Não imaginava que a culpa era desses triclolós. Sempre pensei que era mesmo causado pela rolha em contacto com o líquido.
Welcome screw cap 🙂
Continuo a considerar a rolha o melhor vedante para a maioria dos vinhos de gama média, média-alta e alta. E a crer na informação que até 2020 se acabará com o problema do TCA… assunto resolvido. Vamos ver.