António Luís Cerdeira lidera os destinos da mais antiga marca de Alvarinho de Melgaço, simultaneamente de um dos melhores vinhos brancos de Portugal.
Desde criança está habituado ao que é a vinha e o vinho. Estudou enologia na UTAD, estagiou na Borgonha, hoje assume a gestão e a enologia do Soalheiro.

O projeto familiar, que partilha com a irmã Maria João, tem crescido de forma notável nos últimos anos, a ponto de o Soalheiro ser a grande marca da sub-região de Monção e Melgaço neste século XXI.

Diz que o crescimento não é pensado, ao contrário das experiências e do estudo do terroir .

Entrevista com destaques nesta página e versão na íntegra em formato PODCAST:

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“Nunca há a vontade de crescer no Soalheiro. A vontade aparece porque existem oportunidades”.

“A inovação não tem que ser necessariamente um vinho novo. A inovação é fundamental, por exemplo, para manter a consistência no Soalheiro clássico”.
“Voltamos a comprar barricas de castanho, a madeira tradicional no Minho, muito mais neutra, o aroma é praticamente impercetível e tem uma maior micro-oxigenação”.
“Em Monção e Melgaço, as pessoas são resilientes”.
“Não podemos dizer que este é um produto excelente e depois vendê-lo como low cost“.
“Em Portugal valoriza-se mais a tretice, o enrolar do discurso que não diz nada, em disprimor do conhecimento”.
_fotos cedidas por António Luís Cerdeira