Luísa Borges é das mais talentosas enólogas de Vinho do Porto da nova geração. No entanto, é muito possível que o nome não lhe provoque lembrança imediata.

Em pezinhos de lã, ajudou a revolucionar o projeto de família e hoje é responsável por vinhos francamente bem feitos – os Vieira de Sousa. Recentemente foi distinguida pelo IVDP – Instituto dos Vinhos do Douro e Porto com o prémio Revelação, mas se prosseguir o caminho promissor que está a trilhar é bem provável que o futuro lhe traga mais sorrisos.

A seguir, destaques de uma conversa que poderá ouvir e partilhar na íntegra em formato PODCAST:

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“É super interessante ver que o segredo está na vinha, não na enologia”.

“Gosto muito de fazer Vinho do Porto, mas a exigência de fazer lotes é muito grande”.

“O Porto Vintage 2017 é equilibrado, concentrado, com bom tanino. Vai ser um ano para guardar”.

“O Vinho do Porto é um vinho que obriga a saber esperar. De alguma forma não é tão glamoroso de trabalhar como um vinho DOC”.

“A mão-de obra é realmente desafiante, está a fugir aos poucos e não está a voltar. Serão necessárias políticas para mudar e fixar mão-de-obra para a região”.

“A Dinamarca é um país e um povo que é ávido pelo Vinho do Porto. Costumo dizer que se os portugueses gostassem e bebessem tanto Vinho do Porto como os dinamarqueses quase que não teríamos que exportar. Eles sabem mais do que qualquer português sobre Vinho do Porto”.

 

_fotos cedidas por Luísa Borges.