Filho de pai açoriano e mãe alentejana, António Maçanita faz vinho nessas duas regiões mas não se fica por aí. Enólogo consultor e autor de vinhos próprios, esteve na Califórnia, na Austrália e em Bordéus, jogou rugby, praticou bodyboard e caça submarina mas são as vinhas que o fascinam no dia a dia.

Com a Azores Wine Company, os vinhos do Pico ganharam um novo fôlego e passaram a ser dos brancos mais entusiasmantes da cena nacional da atualidade.

São detalhados na conversa gravada e disponível em podcast com António Maçanita, seguindo-se alguns destaques de leitura rápida.

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“Estou muito confortável com o que pus numa garrafa rosa e com o nome Sexy, como num espumante… Estou muito confortável com o que fiz. Eu diria ao contrário: olha, que giro, o primeiro espumante que entrou no monopólio do Québec, no Canadá, é o Sexy, o primeiro no monopólio do Ontário é o Sexy, o primeiro no monopólio da Noruega, onde liderou as vendas de espumante, foi o Sexy”.

“Mudar o paradigma não é reinventando a roda, é fazer vinho a partir do que há. Isso não é dobrar é entender que são vinhos tensos, ácidos mas muito puros. Os Açores têm a felicidade de o mundo estar outra vez pronto para este tipo de vinhos”.

“Um dos sucessos é a mudança do paradigma económico no Pico. As uvas que valiam 0,70€ valem agora 4,00€”.

“O que me entusiasma é onde possa contribuir. Na vinha, na descoberta de sítios, nos ensaios”.

 

 

 

 

_fotos cedidas pelo enólogo António Maçanita