Luís Patrão é o enólogo da Tapada de Coelheiros, no Alentejo, depois de vários anos ligado ao Esporão. Bairradino, é também a alma do projeto familiar que está na origem do Vadio, um dos mais entusiasmantes exemplares daquela região.

Ficou com a pulga atrás da orelha sobre enologia quando um professor questionou as crianças da turma acerca da possibilidade de alguém querer um dia ser enólogo e acabou no Alentejo por um acaso, ao cruzar-se com David Baverstock (enólogo do Esporão) numa viagem de regresso da Austrália para Portugal.

Treze anos volvidos, surgiu o desafio de repensar a Herdade de Coelheiros e a troca de Reguengos de Monsaraz por Igrejinha, em Arraiolos, concretizou-se.

A par disso, a Bairrada continua a pulsar, nas veias e no entendimento do que é o vinho, da vinha à adega.

A seguir, alguns destaques de uma entrevista disponível na íntegra em formato podcast.

 

 

 

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“O volume de garrafas vendidas do Vadio são 35.000. O objetivo que está claro desde há alguns anos é chegar às 50.000. É um projeto de três pessoas: eu, o meu pai – responsável pela viticultura – e a Eduarda, a minha mulher, que assume a parte comercial e de marketing”.

“Para mim, beber desses dois mundos (Califórnia e Europa), o conhecimento e a tradição, foi fundamental”.

“Coelheiros pode ser um modelo de desenvolvimento muito interessante para novos projetos no Alentejo”.

 

“Para mim, o Alentejo é das melhores regiões de Portugal. A diversidade que o Alentejo permite poucas regiões do mundo a permitem, da costa à montanha. A paisagem é incrível”.

“Nos últimos três, quatro anos, por incrível que pareça, tem sido mais fácil fazer vinhos na Bairrada. De 2015 a 2018, houve colheitas incríveis na Bairrada, das melhores que temos. O Alentejo tem o desafio das alterações climáticas, tem um futuro mais difícil na gestão da qualidade da uva mas está a adaptar-se muito bem e a procurar soluções para contornar esses desafios com o clima”.

“Adoro Champagne. É uma região extraordinária e adoro a bebida. Talvez beba até mais espumantes e champanhes que outros vinhos”.

 

_fotos cedidas por Luís Patrão