Tão ou mais fascinante do que um grande vinho é perceber a história e as estórias que ele encerra, desvendar-lhe as paisagens e os rostos.

Lúcia Gonçalves apercebeu-se disso e arriscou. A jornalista e atual coordenadora de redação da SIC no Porto propôs trazer para o prime-time televisivo do “Jornal da Noite” famílias produtoras de vinho, até porque o vinho é um setor com uma vincada componente familiar.

Assim nasceu a rubrica “Famílias Vintage” que, colheita após colheita, tem conquistado e fidelizado audiências.

 

 

À partida para a quinta série, seguem-se destaques de uma conversa que pode ouvir na íntegra em formato podcast.

 

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Lúcia Gonçalves, jornalista:

“O processo de construção de uma reportagem em televisão é quase como fazer um blend. Tens de ir buscar o melhor de cada colheita, de cada barrica, e no final tudo tem que combinar e ligar muito bem”.

“O maior elogio que me fazem quando as reportagens passam é dizerem-me: ‘Aquilo somos nós'”.

 

“Não há reportagens maquilhadas. O que eles (produtores) dizem é muito honesto. Isso às vezes é muito difícil de conseguir”.

 

 

 

 

“As críticas assustam-me um pouco. Não sou muito guiada pelas críticas porque o que pode ser um excelente vinho para um crítico pode não o ser para mim. Todos nós temos gostos diferentes e ainda bem”.

“As mulheres arriscam muito. Os homens que me desculpem, mas nós arriscamos muito na compra de vinhos. Eu vou muitas vezes ao supermercado e compro vinhos que não conheço, de produtores que não conheço”.

“Falta uma educação da juventude para o consumo de álcool. Nas escolas não se fala disso”.

 

_fotos cedidas pela jornalista Lúcia Gonçalves