Vive em Ovar mas é mais a Norte, em Monção, que mora o projeto que lhe tem dado voltas à vida.

Estudou Direito em Coimbra e exercia advocacia a tempo inteiro até ao momento em que a avó, no auge de uma juventude bem para lá dos 80 anos, a desafiou a reinventar a propriedade agrícola da família. Nem de propósito, a neta também pensara seguir novos caminhos…

Sobretudo a partir de 2013, num ápice fez saltar para as bocas do mundo a Quinta de Santiago. Ela, Joana Santiago, é a cara e a protagonista do projeto, uma lufada de ar fresco numa subregião que produz alguns dos melhores vinhos brancos de Portugal.

Eis alguns sublinhados de uma conversa que é possível ouvir na íntegra em formato Podcast.

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Joana Santiago, produtora de vinhos:

“Foi a maternidade que me fez despertar o interesse pela Quinta de Santiago e aceitar o desafio”.

 

 

 

“Sempre quisemos fazer vinhos que competissem com qualquer vinho branco do mundo e não necessariamente com os vinhos da nossa região ou subregião”.

“Acredito numa coisa que se chama território, no nosso terroir. A casta (Alvarinho) não pode ser exclusiva da subregião, é universal, é do mundo. Mas o nosso território, o nosso terroir, o vinho e a uva na nossa região tem autenticidade, é diferente do resto do país e do mundo. Essa é a nossa diferença”.

 

 

 

 

 

 

“A nossa ideia não passa por um trabalho de escala mas de valor”.

“Quem acha que investe em vinho por negócio está enganado porque é um péssimo investimento. Só pode investir em vinho quem realmente gosta e tem paixão por isto”.

 

 

“O vinho é desafiante. Todos os anos encontramos coisas diferentes em todas as regiões, em todo o mundo”.

 

_fotos cedidas pela produtora Joana Santiago