“Cheira a rolha!”.

É bem possível que já lhe tenha acontecido.

Abrimos a garrafa, vertemos o vinho para o copo e, quando o cheiramos, algo nos parece estar menos bem. É um cheiro a mofo, nalguns casos, a cartão molhado, noutros… Pois é, o vinho está com rolha.

Resumidamente, significa isso que microorganismos contaminaram o vedante de cortiça e um conjunto de moléculas aproveitou-se de condições favoráveis para nos estragar o vinho.

Aos tricloroanisóis chamamos, de forma abreviada, TCA. São esses malditos os responsáveis pelo desenvolvimento do cheiro a rolha e essa contaminação tanto pode acontecer na natureza como na sequência de condições incorrectas de preservação e armazenagem de vinhos.

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Felizmente, o setor da cortiça tem promovido, nos últimos anos, um conjunto importante de investigações e equipamentos sofisticados que permitem, por um lado, identificar parte do problema e tratá-lo. Mas nada é ainda 100% garantido.

E como tudo tem o seu preço, uma rolha de cortiça à partida alvo de um maior rigor é mais cara, embora muitos produtores estejam dispostos a pagar esse extra para reduzir a probabilidade de contaminação.

Fique a saber: a culpa é dos tri-clo-ro-ani-sóis… que raio de nome! Pior, só o cheiro.